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História do Festival

NASCE UM NOVO FESTIVAL
O Festival Internacional do Filme foi criado por iniciativa de Jean Zay, ministro da Instrução Pública e das Belas Artes, que desejava implantar em França um evento cultural internacional capaz de rivalizar com a Mostra de Veneza.
Primeiramente previsto em 1939 sob a presidência de Louis Lumière, só mais de um ano após o fim da guerra, a 20 de Setembro de 1946, foi aberta a primeira edição do Festival em Cannes. Ocorre todos os anos em Setembro, excepto em 1948 e 1950, antes de se desenrolar no mês de Maio a partir de 1952.
→ Associação lei de 1901 gerada por um Conselho de Administração, o Festival de Cannes foi reconhecido como utilidade pública em 1972.
UMA FAMA INTERNACIONAL RAPIDAMENTE ADQUIRIDA
Embora as primeiras edições do Festival façam dele um evento mundano durante o qual quase todos os filmes levam um prémio, a chegada de estrelas de todo o mundo aos seus degraus e a sua mediatização incessante forjam-lhe rapidamente uma fama internacional e lendária.
→ Nos anos 50, o Festival ganha popularidade graças à presença de celebridades como Kirk Douglas, Sophia Loren, Grace Kelly, Brigitte Bardot, Cary Grant, Romy Schneider, Alain Delon, Simone Signoret, Gina Lollobrigida,…

Sophia Loren, Alain Delon, Romy Schneider, 1962 © AFP
DESCOBRIR, PROMOVER, ACOMPANHAR
Entregue pela primeira vez em 1955 ao filme Marty de Delbert Mann, a Palme d'or sucede o Grand Prix, até aí entregue ao melhor filme em Competição.
→ “O objectivo do Festival é encorajar o desenvolvimento de todas as formas da arte cinematográfica, bem como criar e manter um espírito de colaboração entre todos os países produtores de filmes” (extracto do regulamento, 1948.)
Nos anos 60, à margem da Selecção Oficial, nascem duas selecções independentes: a Semana Internacional da Crítica em 1962 e a Quinzena dos Realizadores em 1969.
Até 1972, os filmes que podiam aspirar à selecção eram designados pelo respectivo país de origem. A partir desta data, o Festival afirma a sua independência tornando-se no único decisor da Selecção Oficial dos filmes.
Em 1978, Gilles Jacob é nomeado Delegado Geral. No mesmo ano, cria a selecção Un Certain Regard e o prémio da Caméra d'Or que recompensa o melhor primeiro filme de todas as selecções.
A Lição de Cinema é inaugurada em 1991 por Francesco Rosi. Sucedem-se prestigiantes realizadores para darem conta do respectivo percurso de artista e visão sobre o cinema. Com o mesmo princípio, a primeira Lição de Música é dada em 2003 por Nicola Piovani e a primeira Lição de Actor por Max Von Sydow em 2004.
→ Em 1997, por ocasião da Cerimónia do 50º aniversário do Festival de Cannes, os maiores realizadores mundiais são reunidos em palco para entregarem a Palma das Palmas a Ingmar Bergman.
Em 1998, Gilles Jacob cria a Cinéfondation, uma selecção de curtas e médias metragens de escolas de cinema de todo o mundo. A entidade desenvolve-se em 2000 com a abertura da Résidence, onde jovens realizadores vêm realizar a escrita dos respectivos argumentos e, seguidamente, em 2005, com o Atelier, que ajuda cerca de vinte realizadores por ano a encontrarem financiamentos para o respectivo filme.
Projectadas no âmbito de retrospectivas temáticas até 2004, as obras do património são, a partir desta data, apresentadas em Cannes Classics, uma selecção que reúne as cópias restauradas, as homenagens às cinematografias e os documentários sobre o cinema.
→ Em 2007, para festejar os 60 anos do Festival de Cannes, 33 dos maiores realizadores de todo o mundo são convidados a participar no filme de aniversário Chacun son cinéma, realizado cada um deles em 3 minutos, uma curta-metragem sobre o tema da sala de cinema.

Photocall dos 33 realizadores de Chacun son cinéma, 2007 © AFP
Em 2010, a nova entidade “Cannes Curta-Metragem” reúne numa dinâmica complementar a Competição das curtas-metragens e o Short Film Corner de modo a oferecer um panorama completo da criação mundial em formato curto.
O ENCONTRO DOS PROFISSIONAIS DO CINEMA
Com a criação do seu Marché du Film, em 1959, o Festival adquire uma dimensão profissional que aproveitará para favorecer os encontros e as partilhas entre os diferentes actores da indústria cinematográfica. Lança nomeadamente em 2004 a Producers Network, que permite aos produtores de todo o mundo fazerem partilhas em torno dos respectivos projectos, e o Short Fim Corner, um encontro dedicado às curtas-metragens. Depois, no seguimento do Brunch Documentário plebiscitado desde a sua inauguração em 2008, inaugura o Doc Corner em 2012.
→ Nos seus inícios, o Mercado atrai algumas dezenas de participantes e apenas dispõe de uma única sala de projecção. Hoje em dia, 10.500 compradores e vendedores de todo o mundo dirigem-se todos os anos a Cannes, tornando-a no 1º mercado profissional mundial.
Inaugurado em 2000, o Village Internacional, tribuna das cinematografias internacionais, acolhia então 12 países e tinha 14 pavilhões. Doze anos depois, recebe 60 países em 65 pavilhões dispostos em torno do Palácio dos Festivais.

Le Village International © AFP
NA DIRECÇÃO DO FESTIVAL
Em 2000, Gilles Jacob é eleito Presidente do Festival pelos membros do Conselho de Administração. Sucede a Pierre Viot, que ocupava esta função desde 1985 após Robert Favre-Le Bret. De 2001 à 2005, Gilles Jacob é auxiliado na sua função por Véronique Cayla, Directora-Geral, e por Thierry Frémaux, Delegado Artístico.
Em Julho de 2007, o Conselho de Administração nomeia Thierry Frémaux para Delegado Geral.






















