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Página inicial > A propósito > História do Festival > Pequena história da Palme d’Or

Pequena história da Palme

Até 1954, o Júri do Festival de Cannes conferia um "Grand prix du Festival International du Film" ao melhor realizador. Os laureados desse Grand Prix recebiam, então, uma obra de um artista contemporâneo de moda.


No final de 1954, por iniciativa de Robert Favre Le Bret, o então Director Geral, o Conselho de administração do Festival que convida diversos joalheiros a apresentarem projectos de palma, numa alusão às armas da cidade de Cannes.





O desenho original seleccionado é o da criadora de jóias Lucienne Lazon. Um troféu é elaborado conforme o seu desenho, a extremidade inferior do caule em bisel forma um coração e a base é uma escultura em terracota de Sébastien.

Em 1955, a primeira Palme d'or da história do Festival é atribuída a Delbert Mann pelo seu filme Marty.

De 1964 a 1974, o troféu é substituído temporariamente pelo Grand prix.





Em 1975, a Palme d'or é retomada e torna-se o símbolo permanente do Festival de Cannes. Atribuída todos os anos ao realizador da melhor longa-metragem da competição oficial, ela é o último prémio proclamado durante o Palmarès, por ordem de importância crescente.
Ele é entregue num estojo de marroquim vermelho puro couro, forrado de couro aveludado branco.






No início dos anos 1980, a forme arredondada da base que suporta a palma transforma-se progressivamente para se tornar piramidal em 1984.












Em 1992, Thierry de Bourqueney redesenha a palma e a sua base, agora em cristal esculpido à mão.

Em 1997, a palma é modernizada por Caroline Scheufele, presidente da joalharia suíça Chopard que fornece o troféu gratuitamente todos os anos. A Palma, em ouro de 24 quilates, é moldada à mão numa forma de cera, depois fixada sobre uma almofada de cristal esculpido e único. Ela é apresentada actualmente num estojo de marroquim azul.








Desde a sua criação, a Palme d'or foi conferida apenas uma vez a uma mulher: a neozelandesa Jane Campion, pelo filme "O Piano", em 1993.

Por ocasião do quinquagésimo aniversário do Festival, em 1997, uma "Palme des Palmes" é atribuída a Ingmar Bergman e entregue na sua ausência à sua filha, Linn Ulmann, em presença de vinte e oito outros detentores do troféu.



Na data de hoje, somente cinco realizadores fazem parte do círculo invejável dos "duplamente premiados": Francis Coppola, Shoei Imamura, Bille August, Emir Kusturica e os irmãos Dardenne.

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