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O Diário 2010

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Rizhao Chongqing, um drama chinês em Competição

Dia 13.05.2010 às 12:00 AM - Updated on 22.05.2010 at 12:53 PM

 

Com Rizhao Chongqing (Chongqing Blues), Wang Xiaoshuai é o segundo realizador a entrar na Competição do Festival. O cineasta chinês, na luta pela Palma de Ouro, está de regresso à Croisette, onde apresenta um filme na Selecção Oficial pela quarta vez na sua carreira. Estão previstas três projecções de Rizhao Chongqing para hoje no Grand Théâtre Lumière, às 8h30, 14h30 e 19h30.

Em 2005, Wang Xiaoshuai recebeu o Prémio do Júri para Shanghai Dreams, a história de uma jovem que vive o seu primeiro amor numa província rural, no momento em que o pai quer ir para Xangai. Em Rizhao Chongqing, conta o sofrimento intenso de Lin, um capitão de barco que, ao voltar a casa após vários meses no mar, é informado da morte do filho, morto pela polícia. Regressa a Chongqing, uma recente megalópole da China ocidental onde já vivera, símbolo da explosão económica do país. Luta para saber o que aconteceu. Durante esta viagem introspectiva, Lin apercebe-se de que conhecia mal o filho e a sua ausência pesou na vida do filho.

Embora Rizhao Chongqing assine o regresso de Wang Xiaoshuai, o filme representa igualmente a ocasião para delinear um panorama da China moderna. Como em várias das suas longas-metragens, é testemunha das perturbações do seu país. “Procuro frequentemente pequenas histórias emblemáticas da China contemporânea. Nos jornais e na Internet, leio várias histórias deste tipo: faits divers como a tomada de reféns ou intervenções policiais que terminam frequentemente de forma dramática. Acho que isso é muito interessante, porque temos da China a imagem de um país calmo e sem perigos. Estas histórias permitem interrogarmo-nos sobre as alterações recentes que a China conheceu e tornam-se num ponto de partida para um filme”.

Esta China descrita por Wang Xiaoshuai é bem diferente da que o realizador conheceu da sua infância. Um país onde o desenvolvimento económico acelerou tudo, um país em perpétua mutação. Para ele, este pai simboliza esta China actual: face ao passado, apercebe-se de que perdeu tudo.
 

TK

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