Rachid Bouchareb escreveu ao Festival de Cannes. Eis o texto da sua carta:
"Nas últimas três semanas, tem surgido uma polémica acerca da apresentação em Cannes do meu filme Hors La Loi, porém as pessoas que participam nesse debate não viram o filme... Perante tal paixão et para restaurar a calma, parece-me importante relembrar dois pontos.
- Hors la Loi é um filme de ficção, uma saga que conta a história de três irmãos argelinos e da sua mãe durante um período de mais de trinta e cinco anos, do meio dos anos trinta até à independência da Argélia em 1962.
-O cinema deve ter a possibilidade de abordar todos os temas. Fi-lo como cineasta, com a minha sensibilidade, sem obrigar ninguém a partilhá-la. Depois das projecções, chegará o momento do debate público. Sendo profundamente afeiçoado à liberdade de expressão, parece-me normal que algumas pessoas possam não concordar com o meu filme, mas espero que este desacordo se expresse num âmbito pacífico como parte de um debate de ideias sereno.
A França é vista pelo mundo todo como uma terra de liberdade, e sinto-me orgulhoso por poder mostrar aqui o meu filme, no mais prestigioso de todos os festivais. Espero que esta projecção se realize num espírito de respeito mútuo e num clima sereno.»
"Nas últimas três semanas, tem surgido uma polémica acerca da apresentação em Cannes do meu filme Hors La Loi, porém as pessoas que participam nesse debate não viram o filme... Perante tal paixão et para restaurar a calma, parece-me importante relembrar dois pontos.
- Hors la Loi é um filme de ficção, uma saga que conta a história de três irmãos argelinos e da sua mãe durante um período de mais de trinta e cinco anos, do meio dos anos trinta até à independência da Argélia em 1962.
-O cinema deve ter a possibilidade de abordar todos os temas. Fi-lo como cineasta, com a minha sensibilidade, sem obrigar ninguém a partilhá-la. Depois das projecções, chegará o momento do debate público. Sendo profundamente afeiçoado à liberdade de expressão, parece-me normal que algumas pessoas possam não concordar com o meu filme, mas espero que este desacordo se expresse num âmbito pacífico como parte de um debate de ideias sereno.
A França é vista pelo mundo todo como uma terra de liberdade, e sinto-me orgulhoso por poder mostrar aqui o meu filme, no mais prestigioso de todos os festivais. Espero que esta projecção se realize num espírito de respeito mútuo e num clima sereno.»
Rachid Bouchareb




























