Roberto Rosselini, Stig Björkman, Alfred Hitchcock, e Ritwik Ghatak. Para encerrar a sua programação 2010, Cannes Classics propõe uma prestigiosa mistura de géneros.
Este último dia de projecções, consagrado às cópias restauradas, às homenagens e aos documentários sobre o cinema, inicia-se com Le Ruisseau de Ripasottile (Il Ruscello de Ripasottile), de Roberto Rosselini (Sala Buñuel, 17 horas). Palma de Ouro em 1946 por Roma, cità aperta, e presidente do Júri em 1977, o cineasta italiano realizou em 1941 um filme de doze minutos sobre a fauna de uma ribeira desse lugarejo situado no Nordeste de Roma.
Uma curta-metragem a que sucederá um documentário de Stig Bjorkman sobre Ingmar Bergman (Sala Buñuel, 17 horas, em presença da equipa do filme). Realizado este ano a partir de imagens provindas de diversos sítios de rodagem, Mais le cinéma reste ma maîtresse (Mas o Cinema continua a ser a minha amante) mostra um retrato inédito do cineasta sueco, Prémio da direcção em 1956 por Au seuil de la vie (No Limiar da Vida), e Prémio Especial do Júri um ano mais tarde por Le Septième sceau (O Sétimo Selo).
Uma versão restaurada de Psychose (Psicose), de Alfred Hitchcock, seguirá nesta última sessão de projecções (Sala do Soixantième, 19h45). Estreado em 1960, o filme do grande cineasta, famoso pela famosa cena do assassínio, denominada "a cena do duche", assistiu à reconstrução integral da sua banda (1).
Por último, o realizador indiano, Ritwik Ghatak, marcará o pontofinal desta programação 2010 com Une Rivière nommée Titash – Um Rio Chamado Titash (Sala Buñuel, 20 horas), a história de uma jovem mulher que encontra refúgio numa comunidade de pescadores. Projectado pela primeira vez em 1973, o filme inspira-se num romance de Advaita Malla Barman (2).
B.P.
(1) Cópia restaurada por Universal Pictures e Audionamix.
(2) As cópias provêm dos arquivos cinematográficos nacionais do Kazakhztan, da Hungria e da Índia. Elas foram restauradas pela Cinemateca de Bolonha / Immagine Ritrovata.




























