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O Diário 2011

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É a vez das curtas-metragens em Competição

Dia 20.05.2011 às 12:00 AM - Updated on 21.05.2011 at 6:46 PM

A projecção das curtas-metragens seleccionadas para a Competição realiza-se hoje às 11h na sala Debussy, e às 14h na sala Buñuel, com 9 filmes encenados por realizadores vindos de todo o mundo.

 

Badpakje 46 (Maillot de bain 46) do belga Wannes Stoop conta a história de Chantal, uma rapariga rechonchuda que só se sente bem na piscina da cidade. Um dia, precisa de óculos protectores novos, mas nada acontece como previsto: “Quero que o filme seja visto por raparigas novas e que digam "esta rapariga tem sucesso na vida. Não é fácil, mas ela luta para consegui-lo"”.

Com Soy tan Feliz, o colombiano Vladimir Duran conta um sábado de manhã entre adolescentes no campo. “Quis brincar com este filme, gosto de brincar com os actores, com os ambientes da minha infância. Adoro a palavra jogo. Se eu jogar, as pessoas vão acreditar nesse jogo”.

 

Bear é o título da décima realização do australiano Nash Edgerton. A sua curta-metragem está centrada em Jack, um homem que quer fazer bem, mas por vezes as melhores intenções têm as piores consequências.


A norueguesa Lisa Marie Gamlem intitulou a sua quarta realização Kjottsar (Cold). A sua curta-metragem descreve o quotidiano de Jon, com cerca de 13 anos, bem como o Inverno e a neve que cai, o amor e a náusea dos dias seguintes aos dias de festa.


Com Meathead (Tête de viande), o australiano Sam Holst conta o primeiro dia de trabalho de Mick, 17 anos, no matadouro local. Um dia que vai além de uma simples adaptação dada a recepção reservada…

 

A coroada Dahci Ma assina com Ghost o seu quinto filme. A história de um homem, perseguido pela polícia, que se esconde numa casa vazia. “Este filme não é uma obra que proporcione um sentimento de alegria ao espectador.
 

Ce n’est rien, quinto filme de Nicolas Roy, conta a história de um pai que descobre que a filha foi abusada sexualmente. “Segue-se um drama e uma procura por vingança” – explica o realizador canadiano. “Quis expor as emoções que as pessoas sentem no dia em que a vida muda.


Oitava curta-metragem projectada, Paternal Womb é a obra da japonesa Megumi Tazaki, um drama que descreve o encontro de Akari, 22 anos, e Kota, 17 anos, seu meio-irmão. “Este filme interessa-se pelas relações que vão criar e pela família que começam a formar juntos”.


Por fim, para concluir esta selecção, é projectada a curta-metragem Cross (Country) da ucraniana Maryna Vroda. A realizadora questiona-se: “será que é importante viver ou observar a vida? Gostaria de acreditar que neste filme a realidade cria a poesia”.
 

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