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O Diário 2011

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Entrevista com Robert De Niro

Dia 22.05.2011 às 12:00 AM - Updated on 20.03.2014 at 11:36 AM

Trinta e cinco anos após a Palme d'or de Taxi Driver (1976), longa-metragem que o fez na história do Festival de Cannes ao lado de Martin Scorsese, o actor, realizador e produtor americano Robert De Niro é o Presidente do Júri das Longas Metragens desta 64ª edição. Entrevista com uma lenda do Cinema.

De que maneira acolheu o desejo do Festival de Cannes de vê-lo presidir o Júri este ano?
Fiquei muito honrado que esta oportunidade me fosse concedida. Disse-me que seria uma experiência única. Os outros membros do júri e eu ainda não encerrámos o nosso trabalho, mas posso desde já afirmar que é uma lembrança extremamente agradável que ficará para sempre.

Que lugar concede ao Festival de Cannes dentro do universo do Cinema?
O Festival de Cannes é, evidentemente, um dos maiores festivais de Cinema no mundo. É muito importante para um filme ser projectado nele. O mais difícil, para um realizador, é ser seleccionado por ele. Cannes, é além disso o lugar de reunião anual da grande família do Cinema.

Que lembranças guarda das suas passagens anteriores pelo Festival de Cannes?
Lembro-me muito bem da primeira vez que vim a Cannes. Foi em 1973 com Martin Scorsese, para apresentar Mean Streets na Quinzena dos Realizadores. Foi uma experiência muito excitante. Três anos mais tarde, voltei com Taxi Driver, desta vez na seleção oficial do Festival de Cannes. De maneira geral, vira qui foi sempre extremamente interessante.

A Palme d’Or obtida por Taxi Driver teve um papel na sua carreira?
esta recompensa foi um trampolim incrível para o filme na sua integralidade. Não sei que acolhimento teve Taxi Driver no resto do mundo, mas nos Estados Unidos teve um sucesso enorme depois de ter passado em Cannes.
 
Porquê participou na fundação em 2002 do Festival do filme de Tribeca, em Nova Iorque?
Decidimos criá-lo a seguir aos atentados do 11 de Setembro para associar o Cinema à dor provocada por esses eventos na cidade de Nova Iorque. No início, não sabíamos se esse evento iria prolongar-se. Portanto, tomámos as coisas como se apresentavam. Nós desejávamos simplesmente dar existência a esse festival. A seguir, à medida que o tempo passava, começou a desenvolver-se.

É um realizador francês, Marcel Carné, que fez com que se estreasse no Cinema, em 1965, em Trois Chambres à Manhattan. Que recordação guarda dessa experiência iniciática?
Participei na rodagem de Trois Chambres à Manhattan durante dois ou três dias. Era um simples figurante. As cenas eram rodadas num café suposto situar-se na Madison Avenue, em Nova Iorque. Lembro-me que Annie Girardot actuava nesse filme. Não sei se ela soube que eu também figurava no filme.

Em seguida, o que é que lhe deu vontade de tornar-se realizador?
Sempre tive a ideia de passar um dia à realização. Gostaria de consagrar-me mais a ela, mas isso leva muito tempo. No entanto, tenho realmente vontade de renovar essa experiência no futuro.

Tem a reputação de exceler na arte de fundir-se na pele dos seus personagens. Quem, do home ou do ator, deu mais ao outro?
Penso que cada actor cresce em contato com os seus personagens. Certos traços dos caracteres deles podem adicionar-se aos seus na medida em que são compatíveis com a sua personalidade. Da mesma maneira, podemos dar uma parte de nós próprios aos nossos personagens, personalizá-los. É o que cada actor deve fazer se quiser fazer um bom trabalho. Também é uma maneira de conectar-se melhor com o seu papel.

Até onde pode ir o cinema?
creio que duma certa maneira pode mudar as gentes. Um filme pode conseguir afetar a nossa vida. Tudo depende da percepção que se tem. Quando um filme toca as gentes de manaria colectiva, é que ele contém elementos com os quais a maioria pode identificar-se. É talvez o que se chama um filme culto.

Propósitos recolhidos por B.P.



Quels souvenirs gardez-vous de vos précédents passages au Festival de Cannes ?
Je me souviens très bien de la première fois que je suis venu à Cannes. C’était en 1973 avec Martin Scorsese, pour présenter Mean Streets à la Quinzaine des réalisateurs. Ce fut une expérience très excitante. Trois ans plus tard, je suis revenu pour Taxi Driver, cette fois au sein de la sélection officielle du Festival de Cannes. De manière générale, venir ici fut toujours extrêmement intéressant.

La Palme d’Or décrochée par Taxi Driver a-t-elle joué un rôle dans votre carrière ?
Cette récompense a été un tremplin incroyable pour le film dans son ensemble. Je ne sais pas quel accueil a reçu Taxi Driver dans le reste du monde, mais au États-Unis, il a connu un succès énorme suite à son passage à Cannes.
 
Pourquoi avez-vous co-fondé en 2002 le Festival du film de Tribeca, à New York ?
Nous l'avons créé à la suite des attentats du 11 septembre pour associer le cinéma à la douleur provoqué par ces événements sur la ville de New York. Au départ, nous ne savions pas si cet événément allait se prolonger dans le temps. Nous avons donc pris les choses comme elles se présentaient. Nous souhaiions simplement faire exister ce festival. Puis, au fil du temps, il a commencé à se développer.

C’est un réalisateur français, Marcel Carné, qui vous fait débuter au cinéma, en 1965, dans Trois Chambres à Manhattan. Quel souvenir gardez-vous de ces débuts ?
J’ai participé au tournage de Trois Chambres à Manhattan pendant deux ou trois jours. Je n'étais qu'un simple figurant. Les scènes étaient tournées dans un café qui était supposé se situer sur la Madison Avenue, à New York. Je me souviens qu’Annie Girardot jouait dans ce film. Je ne sais pas si elle a su que j’y figurais aussi.

Qu’est-ce qui, par la suite, vous a donné envie de devenir réalisateur ?
J’ai toujours eu l’idée de passer un jour à la réalisation. J’aimerais m'y consacrer davantage mais cela prend beaucoup de temps. J’ai néanmoins vraiment envie de renouveler cette expérience à l'avenir.

Vous avez la réputation d’exceller dans l’art de vous fondre dans la peau de vos personnages. Qui, de l’homme ou de l’acteur, a le plus apporté à l’autre ?
Je pense que chaque acteur grandit au contact de ses personnages. Certains traits de leurs caractères peuvent s’ajouter aux vôtres dans la mesure où ils sont compatibles avec votre personnalité. De la même manière, nous pouvons apporter une part de nous-même à nos personnages, les personnaliser. C’est ce que chaque acteur doit faire s’il veut faire du bon travail. C’est également une manière de mieux se connecter avec son rôle.

Selon vous, jusqu’où peut aller le cinéma ?
Je crois qu’il peut d’une certaine manière changer les gens. Un film peut être à même d'affecter notre vie. Tout dépend de la perception que l'on en a. Lorsqu’un film touche les gens de manière collective, c’est qu’il comporte des éléments auquel le plus grand nombre peut s’identifier. C’est peut-être ce qu’on appelle un film culte.

Propos recueillis par B.P.

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