Carlos Reygadas prestou-se ao jogo da conferência de imprensa do respectivo filme Post Tenebras Lux, no dia seguinte à projecção do mesmo em Competição. Os actores juntaram-se a ele para responderem às perguntas dos jornalistas.
A importância do escuro na fotografia explicada por Carlos Reygadas
Em tudo o que é planos filmados no exterior, temos este escuro nas extremidades, mas nunca no centro e não nas cenas de interior. É apenas uma questão de estética. Há o olhar que coloco sobre a vida, de uma certa forma vê-se a dobrar. A vida está um pouco transformada neste filme.
Carlos Reygadas dá a grelha de leitura de uma cena em que uma personagem arranca a própria cabeça
É uma imagem que qualquer mexicano pode ter presente quando adormece de noite. É apenas uma imagem. Infelizmente, hoje em dia, vivemos um momento em que batemos o recorde deste tipo de coisas. É uma imagem poderosa que me saiu de forma espontânea.
A construção do filme e a natureza do olhar de Carlos Reygadas
Acho que é melhor deixar tudo fluir, o que não quer dizer que este filme seja pós-moderno. Existe uma lógica que vem do instinto. Senti a necessidade de transformar o que vejo. É algo particular. Recentemente construí uma casa e, no momento de colocar as janelas, apercebi-me de que não gosto dos vidros modernos: vê-se tudo, é como se não houvesse nada. Sou nostálgico, gosto das janelas que podemos sentir e com as quais vemos as coisas de forma diferente.
Conversa recolhida por TK




























